Número de médicos que fazem cirurgias sem sangue sobe 400%

Número de médicos que fazem cirurgias sem sangue sobe 400%

ROSÂNGELA ARAÚJO
O medo de se submeter a uma cirurgia, seja qual for o tipo, vai além das complicações que podem surgir durante ou após a realização de cada ato incisivo. Por causa dos riscos de contaminação, as transfusões sangüíneas provocam muito temor nas pessoas ao ponto de estimular os especialistas da área médica a buscarem alternativas de tratamentos capazes de substituir o sangue nos casos cirúrgicos. O esforço tem dado certo e promovido avanços tecnológicos em vários campos da Medicina no mundo inteiro, beneficiando milhares de pacientes. Em Campina Grande, a quantidade de médicos que já adotam métodos alternativos ao uso do sangue subiu, em pouco mais de um ano, de 20 para 100.

O aumento, de 400%, representa um avanço na área médico-hospitalar de Campina Grande e deixa muita gente aliviada. As Testemunhas de Jeová, que, baseadas em princípios bíblicos, não aceitam transfusões sangüíneas, contribuíram de forma geral para esse crescimento. Na vanguarda entre os que buscam alternativas ao uso do sangue em cirurgias, os seguidores da religião, quando precisam, contatam com antecedência os médicos oferecendo gratuitamente DVDs, vídeos, revistas e artigos técnicos produzidos pelos melhores especialistas do mundo, onde são repassadas informações básicas sobre como usar alternativas clínicas e cirúrgicas às transfusões. O contato com os médicos é feito pela Comissão de Ligação com Hospitais (Colih), um organismo das Testemunhas de Jeová que atua com a mesma sistemática no mundo inteiro.

Segundo o presidente da Colih em Campina Grande, Rodrigo Canônico, entre os profissionais predispostos a usarem métodos alternativos na cidade se encontram hematologistas, intensivistas, anestesiologistas, cirurgiões vasculares, cardiovasculares, pediátricos e gerais, neurocirurgiões, além de ortopedistas, obstetras, entre outros. Além das Testemunhas de Jeová, inúmeras pessoas, independente de religião, têm preferido as alternativas ao uso do sangue com medo das contaminações.

O hematologista Clóves Alves de Medeiros, responsável pelo banco de sangue do Hospital Universitário Alcides Carneiro, diz que é totalmente possível fornecer aos pacientes tratamentos alternativos, usando substâncias para repor o volume do sangue ou através de técnicas cirúrgicas para estancamento de hemorragias. Um exemplo aconteceu com a professora Vanessa Laisa Dantas, de 28 anos, que se submeteu a uma cirurgia delicada para a retirada de um osteossarcoma (um tipo de câncer que acomete a mandíbula), sem receber transfusão, quando alguns médicos acreditavam não ser possível sem tal procedimento. De acordo com Medeiros, muitas transfusões são prescritas desnecessariamente e podem ser prejudiciais na recuperação do paciente.

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